Hollywood e seus clichês

O cinema, como sabemos, é uma das expressões artísticas mais prestigiadas do mundo, se não for a mais, e é comum que pro bem ou pro mal, sejamos influenciados por ela. Clichês de Hollywood: O Cinema como você sempre viu, mais novo especial da Netflix, e a indicação desta semana do Na Tela Indica, nos mostra tipos de representações nos filmes hollywoodianos que ao longo do tempo foram tomando conta das telas e se tornaram uma regra para se ter uma narrativa que prenda a atenção do telespectador durante sua exibição.

Foto: Divulgação

Para os estudantes da área propriamente dita, a jornada do herói é um assunto abordado no curso voltado para cinema, e que pode pegar alguns de surpresa e confirmar para outros a narrativa que se cria em torno do protagonista. Pondo-o no posto de herói imaculado, forte e, sempre disposto a ajudar os mais necessitados, além é claro de ser posto a prova para reafirmar sua posição do único capaz de salvar a humanidade (os Estados Unidos) do mal iminente. Porém, não é a única regra, digamos assim, a ser seguida.

Apresentado pelo ator Rob Lowe, o especial ainda traz depoimentos de veteranos, entre estrelas e profissionais da área, como a atriz Florence Pugh (Viúva Negra; Adoráveis Mulheres e Mindsomar) Andrew Garfield (O Último Homem; O Espetacular Homem Aranha) só para atiçar a curiosidade de vocês, sobre os clichês na representação do, por exemplo, exército do homem só. Aquele ou aquela, mesmo que pouco, que luta sozinho contra um mar de, em sua maioria, homens raivosos dispostos a dar sua vida em prol de algum maníaco do mal no comando do plano que está sendo posto em prática. Ou então daquele velho e bom branco salvador, a mea-culpa da branquitude que usa desse artificio pra se mostrar a melhor das pessoas diferentes de outros da sua raça, que tanto mal fez a outras etnias e comunidades mundo afora.

Vocês sabiam que até o ato de comer uma maçã no filme, diz mais sobre o personagem em um frame, do que durante o filme inteiro? Provavelmente não, mas, não se preocupe, á outras coisas no mínimo curiosas, que nem esse formando em cinema percebia, afinal, a narrativa de um filme é construída para isso, nos inserir num mundo semelhante e distante do nosso, em atos, pessoas, comportamentos e afins. O questionamento que fica é, como subverter essas regras, fazendo com que elas se aproximem mais da nossa realidade e mantenha a experiência de assistir ao filme prazerosa? Tem como?

O especial está disponível na Netflix, um bom final de semana e boa sessão. 😉

Pedro Nunes

Pedro Nunes é formado em Cinema, trabalhou como redator da web na TVE Bahia, e passa o seu tempo livre lendo livros e assistindo séries. Além de escrever para a coluna "Na Tela" do Redação com Dendê.

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